Um grande capítulo 3 (breve relato de revisão)

person-woman-desk-laptop

Depois de passar 30 dias escrevendo como se não houvesse amanhã no NaNoWriMo, deixei o texto bruto, cru mesmo, em repouso durante todo o mês de dezembro e fui me dedicar a outras coisas. Na maior parte do tempo, escrevi só aqui no blog, fiz um poeminha (entocado no bloco de notas até a data de hoje), escrevi alguns rascunhos de ideias e ensaiei publicar o texto novo no Wattpad. Mas suspendi minha intenção no ar, porque quero fazer algo de diferente dessa vez.

Sempre tive o impulso de escrever e sair publicando na Internet, isso vem desde os tempos do Orkut, quando postava as webnovelas nas comunidades. Mas agora quero fazer a coisa com mais cuidado e calma, preparando o texto (e me preparando) para a publicação.

Então depois de deixar o arquivo esquecido em uma pasta chamada Creative writing 2016 – subpasta NaNoWriMo, peguei aquele arquivo sozinho e comecei a lê-lo com cuidado, já fazendo algumas mudanças. Sem dó, sem apego às frases, vou fazendo cortes e acréscimos que acho necessários para a fluidez da história. Até aqui fiz algumas observações:

1) Em um certo momento do processo de escrita, parei de dividir os capítulos. Fiz a divisão até o capítulo 2, e quando comecei o 3, parei de separar. É como se fosse um grande texto corrido, ou um roteiro de filme, que agora vou dividir em capítulos menores.

2) Mais adiante, quando o prazo foi esgotando (a ideia era terminar em 30 dias), também mandei o apuro gramatical se lascar. Agora, relendo a segunda metade da novela, às vezes me pego pensando “Senhor, o que eu quis dizer com essa frase?” “Isso faz sentido?” Vou fazendo a divisão conforme a lógica que enxergo e que não necessariamente deve ser a lógica que eu enxergava em Novembro passado.

3) Pensei em mudar a cidade em que se passa a estória, mas já desisti: vai ser na minha terra de nascimento e residência mesmo. Ia dar um trabalho danado mudar nomes de bairros, calcular distâncias, essas coisas. E acho que as personagens estão bem onde estão.

Por enquanto é isso. Quando terminar de revisar (espero que até o fim de janeiro, porque não é um texto tão longo), volto aqui para registrar o processo.

Imagem: Pexels

Reflexões no Mercadão

20170106_110358.jpg

Toda semana, aos sábados, meus pais vão bem cedinho para o Mercadão, o espaço da feira livre aqui na minha cidade, e fazem as compras. Às vezes, quando o tempo está curto, trazem uma tapioca prontinha para eu comer no caminho para o trabalho. Como estamos em mês de férias, agora eles vão às sextas-feiras e hoje fui acompanhando. Acho um lugar legal para andar e a gente ainda ouve muita história legal. A feira toda semana é o lugar onde se atualizam dos acontecimentos, onde se ouve a sabedoria dos mais velhos bebendo café e escolhendo bananas.

Cena 1: a sede bateu com força e fui em um box próximo para comprar água. O dono daquele espaço estava sentado como se fosse um cliente, proseando com outro amigo e depois de pedir minha água, comentei sobre o dia estar num ritmo mais tranquilo, e como sexta-feira é de menos movimento, que dá até pra conversar. Ao que ele me respondeu: “É, pressa pra quê, né?” Me despedi daquele senhor tão simpático e ele voltou ao papo com o outro velhinho. E a fala dele me tocou.

Cena 2: em outro box, minha mãe e eu estávamos comprando legumes e chegam duas senhoras, bem velhinhas. Uma comenta com a outra que os legumes daquela feirante não tem agrotóxicos, que pode comprar na confiança e a outra responde: “A gente só leva da vida o que a gente come…”

A gente vai levando as experiências: gastronômicas, amorosas, de amizade, viagens, vida. Cada andada por lá a gente aprende alguma coisa – pelo menos eu tenho aprendido muito: como escolher as frutas, nomes das plantinhas, e a resgatar um pouco da simplicidade perdida: na alimentação e na administração do tempo. As pessoas não param só para comprar café e bolo, também trocam umas palavras com as meninas que peneiram a goma e a massa da mandioca. No Mercadão todo mundo conhece todo mundo e, aparentemente, se respeita. Todo mundo tem problemas em comum, devem achar as soluções juntos também.

Mas, acima de tudo, andando por lá aprendo a andar mais devagar…

Evoluções da corrida

Há algumas semanas, comentei que tinha começado a correr, certo? Então, eu estava alternando os dias de treino ao ar livre com dias de fazer alguma série de exercícios no conforto do meu lar, copiando vídeos do YouTube… Esse era meu programa de atividades nas duas semanas de recesso do pilates. Tudo perfeito, até que… Dia 29 acordei lascada na gripe feat. virose feat. sei lá que djabo foi aquilo. Mas pegou meu pai no Natal, passou pra mim e agora tá agarrado na minha mãe.

kikodoente21.jpg

“Me dói todo o meu lindo corpo!” Foi mais ou menos assim que passei o réveillon.

Então fiquei os últimos dias do ano sem poder fazer nenhuma atividade física. E para acabar de completar, achei de comer um docinho e uns salgadinhos (a.k.a coxinha e bolinho de bacalhau). Juntou com um terço de taça flûte de espumante e pronto, já estava com um mal estar digno de ressaca. Batizei de “a ressaca mais rápida do oeste”, já que os sintomas apareceram cerca de meia hora depois da meia-noite. Aí parei com tudo, voltei à programação normal, fiz a crepioca apocalíptica e retomei as atividades normais!

Como faz cerca de três semanas que comecei, não fui correndo de cara, óbvio. Faço caminhada rápida e depois uma volta correndo num ritmo moderado.  E assim vamos… Voltei ao pilates e meu desempenho não caiu, continua o mesmo de antes da pausa. Ou seja, objetivo alcançado! =)

Quanto à balança, tudo igual a antes das festas. Objetivo alcançado (2).

Mas o legal mesmo (e que me motivou a escrever esse post) é que consegui fazer meu primeiro quilômetro só correndo! É para glorificar de pé! \o/

Screenshot_2017-01-05-18-46-15.png

Dos  6.5K de hoje, foram 2,5 correndo e o resto em caminhada rápida. E sem sentir desconforto. Vou aumentando o tempo de corrida aos poucos, sem forçar e espero daqui a alguns meses, já fazer 5K de corrida… Para não parar com a atividade, depois que eu voltar a trabalhar vou levar tênis e a roupinha na mochila, e correr em uma academia da cidade recém inaugurada pertinho do trabalho (taí, melhor obra que fizeram!)

Reconstruir a rotina

Nesse momento, estou aproveitando meus 15 dias de férias e esse vai ser um momento que vou aproveitar para reconstruir a rotina e tentar levá-la com mais tranquilidade quando voltar ao trabalho (tranquilidade, serenidade, vou precisar de uns dois caminhões disso tudo). Com vocês, algumas das coisas que vou passar a fazer com mais frequência (ou deixar de fazer) para ter um dia a dia mais light.

Estudos: estou estudando Alemão em casa para desenferrujar um pouco, com material da Deutsche Welle, e está sendo ótimo! Com pouco tempo por dia já consigo relembrar tanto do que aprendi. Segundo teste de nivelamento, estou passando para o nível A2, mas estou refazendo lições do A1, como aquecimento. Estudar idiomas é um dos meus hobbies, então estou super de boas. 🙂 Na parte “obrigatória”, vou separar dois dias na semana para ler sobre temas que vão me ajudar a elaborar o projeto para o mestrado (que ainda não sei se terei tempo de tentar esse ano, mas já vou me preparando desde já).

Leituras: como falei no vídeo, foram pouco mais de 20 livros em 2016, e dá para superar essa marca bonito com a ajuda do meu e-reader e reduzindo ainda mais o tempo em redes sociais (2016 já teve uma reduzida violenta).

Redes sociais: quase não tenho postado nem me envolvido em questões polêmicas (aprendi que manter silêncio nas redes não quer dizer omissão ou ignorância e não somos obrigados a ter ou emitir opinião sobre tudo e todos), até no whatsapp minha participação tem sido diminuta. Vou usar mais o Facebook e o Twitter como “vitrines” do que tenho produzido em outros sites, e para manter contato com amigos distantes.

Televisão: nunca na história desse país vi tanta TV e tão pouca ao mesmo tempo. Netflix mudou minha vida, sério. A única coisa que mantém TV a cabo nessa casa é o Campeonato Brasileiro… Mas sobre meus hábitos: vou buscar ver mais filmes em casa durante a semana (falhei muito nisso ano passado) e nada de binge watching de séries com mais de 40 minutos de duração depois que voltar ao trabalho. Pressa pra quê, né?

Exercícios: continua do jeito que está. Agora que me recuperei da gripe (quase), voltei a caminhar perto de casa, amanhã volta o pilates e tá tudo certo.

Saídas: as férias favorecem que a gente saia mais, mas depois que tudo voltar ao normal, vou reservar pelo menos um dia a cada 15 para sair sozinha ou em grupo, e dar uma arejada na mente.

Calendário: organizei meu calendário no fim do ano, mas já vi que preciso mudar algumas coisas e ser menos caxias.

Bem, por enquanto é isso! Espero que você, querido(a) leitor(a) esteja também levando a rotina esse ano com tranquilidade (de tenso já basta o noticiário, né?)

A crepioca “apocalíptica”

Fazia algumas semanas que eu estava querendo fazer crepioca. Primeiro, para ir à cozinha e exercitar minhas habilidades culinárias (que passam muito tempo adormecidas como um vulcão extinto, mas eu sei que elas existem) e também porque queria experimentar uma crepioca, prato que eu nunca tinha comido. E aproveitar esse momento detox, tô voltando a ser fit depois de 24 horas jacando etc.

Tinha uma noção de como se preparava, mas resolvi buscar uma receita para me garantir. Fui lá no Panelaterapia e peguei essa receita, fui pra cozinha e fiz (no lugar do ovo comum, usei um de capoeira) . Tudo perfeito, exceto pela parte da frigideira, que não tava muito legal de antiaderente, então na hora de tirar, minha linda e dourada crepioca ficou toda esculhambada.

20170101_092255

Dei uma remontada nela e assim nasceu a crepioca apocalíptica. De cara tava toda esculhambada, a bichinha, mas pense num café da manhã deli! Sem contar que é a única forma possível até hoje  de eu comer ovo, além da omelete (não gosto de ovo frito ou cozido).

Para a próxima vez que eu for fazer uma dessas (vou preparar para o meu pai um dia, ele vai adorar!), já está anotado: preciso de uma frigideira melhorzinha, ou untar a que tenho com óleo de coco (se é pra ser fit, vamos fazer direito!). Detalhe que nem coloquei cozinhar mais como uma resolução de ano novo, mas já comecei encarando as panelas, e isso é bom. Para mim é ótimo, estou me responsabilizando mais pelo que eu como e deixando de ter preguiça e medo de errar.

Tô de ressaca, mas eu tô legal!

Já pode fazer o balanço do ano?

Tá certo que ainda falta uma semana para 2016 acabar e em uma semana pode acontecer muita coisa, mas acho que já dá para parar um pouco, olhar para trás e tentar resgatar as coisas boas e ruins que aconteceram por aqui.

No plano coletivo, esse foi um ano pesado, com tristezas, golpes e rasteiras. Mas como disse Joyce Moreno no blog dela, a gente precisa focar no bom e no bem, senão a gente pira. Então aqui estou eu, tentando focar no bem para multiplicá-lo.

Enfim, vamos lá, mês a mês:

Janeiro: eu estava de férias e fiz duas viagens. A primeira com a família para Aracaju – SE (nossa já tradicional viagem de férias para algum lugar do Nordeste).

E depois de uma semaninha parada em casa, fiz minha primeira viagem internacional (sonho realizado #1). Conheci Santiago e Valparaíso, no Chile, e posso dizer que foi uma bela aventura: só eu, Deus e meu espanhol meio estranho, mas deu tudo super certo, com direito até a romance relâmpago (uma coisa totalmente inédita na minha vida), que foi responsável pela melhora do meu espanhol ruim em 200%, também conhecido como crush #1.

20160113_120209.jpg

Fevereiro: já estava de volta ao trabalho, e foi um mês difícil. Comecei a me apegar mais à minha fé, fiz um diário de oração, mas falei que foi um mês difícil, né? Tive uma crise de pânico no trabalho, passei mal valendo e depois de me recuperar um pouco, comecei a escrever como há muito tempo não rolava. Foi assim que comecei a escrever “Não deu no jornal”, que ainda não está concluído, mas já tem uns capítulos publicados. Ah, também foi o mês em que comecei a fazer o low poo mais direitinho.

Março: a vibe estranha de fevereiro continuava. Foi um período mais recolhida no meu cantinho, o que não impediu que eu tivesse umas rusgas dentro de casa que, obviamente, me fizeram muito mal. De tempos em tempos, isso desde dezembro do ano anterior, eu estava mantendo contato com o crush #2, que à época estava na Coreia do Sul. Receber as notícias dele era algo que me animava, embora toda vez eu achasse que a qualquer momento ele ia parar de falar comigo. Ah, e teve uma mini viagem para comemorar o aniversário do meu pai, o que rendeu o melhor momento do mês.

20160313_094839

Abril: últimos suspiros da “vibe estranha”. Comecei a fazer terapia e logo no primeiro dia, como era de se esperar, me desmanchei em lágrimas. Tinha luto não vivido e outras questões que estavam me impedindo de ir para a frente como se deve. Na metade do mês as coisas começaram a melhorar para o meu lado (tem gente que fala do inferno astral antes do aniversário, mas o que aconteceu comigo foi bem o contrário). Recebi a notícia de que o Aerosmith ia tocar em Recife e isso gerou uma onda de ansiedade do bem! Ah, também foi em abril que comecei oficialmente a me preparar para o grande evento que vai rolar no meu 2017: o intercâmbio.

Screenshot_2016-04-25-13-15-26

Maio: mês do meu aniversário, no plano pessoal foi tranquilo. Mas no trabalho continuávamos passando pela fase difícil… Comecei a gravar vídeos esporádicos para o YouTube, conheci Mad Men e me apaixonei, e o boy magia que estava na Coreia estava para voltar ao Brasil. Crush #2 estava para se concretizar…

Junho: sabe o boy magia? Chegou, passamos a véspera do dia dos namorados juntos, levei um bolo depois (e comi bolo também, porque era aniversário de um dos meus primos). Me enrolei no papel de trouxa bonito. Ah, mas gravei um institucional no trabalho (que eu não assisti, mas valeu pela experiência diante das câmeras e pela maquiagem de graça).

Julho: superado (aparentemente) o caso do papel de trouxa com o crush #2, fui a Brasília para a Conferência Internacional do BrazTESOL. O período de fevereiro a abril foi punk, maio foi massa, junho foi razoável, em Julho eu estava em céu de brigadeiro. Os dias que passei em Brasília foram muito legais, tirando o desconforto causado pela falta de umidade (meu cabelo estava absurdamente bom, mas outras partes do meu corpo sofreram de com força).

E quando o avião aterrisa em Recife, adivinha o que me aparece no WhatsApp logo depois que ligo o aparelho? Oh yeah: uma mensagem do bofe. Fui trouxa e voltei a ficar com ele.


Impossível falar ou escrever a palavra “bofe” sem lembrar dessa novela que eu nunca vi, mas morro de curiosidade sobre.

Agosto: foi um mês massa. Como disse antes, voltei a ver o boy magia que tinha tomado chá de sumiço no finzinho de julho. Foi legal enquanto durou, e eu tinha dúvidas sobre o quanto gostava dele, mas fui seguindo. Vai que dessa vez prestava? Com isso aprendi a não insistir em algo que é claramente uma cilada Bino. Ah, também voltei ao coral.

Setembro: fiquei sozinha de novo, e isso me entristeceu menos do que da outra vez porque, a bem da verdade, eu não estava apaixonada por ele. Embora a saudade dos bons momentos ainda bata de vez em quando, sempre senti que não ia durar muito mesmo. Ah, logo depois do rompimento definitivo, descobri que estava com pangastrite feat. duodenite. Assim meu coração foi temporariamente relegado a segundo plano para cuidar da saúde do resto do corpo. Foi meu último mês de terapia também. Pretendo voltar em breve.

Outubro: mês de eleição (alvoroço), mas o que deu o tom do meu mês foi o show do Aerosmith (sonho realizado #2), o acampamento da Jubape e o começo das mudanças no meu lifestyle. Só abri exceção na dieta para o aniversário da Marina.

GEDSC DIGITAL CAMERA
Ano que vem é a turnê de despedida e pode ser que eu não os veja mais, mas o importante é que pelo menos uma vez eu vi, e nunca vou esquecer. ❤

Novembro: foi um mês focado na escrita: foquei no NaNoWriMo, comecei a escrever no Superela e estou aos poucos voltando a ser prolífica nessa área da minha vida que sempre me deu tanta alegria.

Dezembro: comecei a colher os frutos das mudanças empreendidas na alimentação: dores e desconfortos foram embora, meu humor melhorou, agora estou investindo em mais atividades físicas além do pilates (caminhada, corrida, dança e yoga, alternadamente) e o foco é ganhar tônus muscular, mais flexibilidade e menos vergonha (sou meio envergonhada para dançar, e estou tentando quebrar essa timidez). É isso que tem me animado a prosseguir.

Essa época de festas é cheia de coisinhas gostosas e nada leves, certo? Aqui em casa não é diferente, e não vou ser a chata do rolê que não come nada. Estou comendo um pouco de cada coisa, com limites para não passar mal e não deixo de lado os bons hábitos adquiridos. Comer algo fora da dieta regular não precisa ser uma jacada, certo?

Meu quarto agora também tem a função de home office: a escrivaninha está mais organizada e posso voltar a usá-la para estudar e criar (aliás, estou escrevendo do quarto agora!)

No final das contas, 2016 não foi um ano tão ruim no plano pessoal. Difícil, sim; mas não insuportável. Teve sofrimentos, mas também muitas alegrias que foram esperadas por muito tempo (ou seja, é Deus mostrando que esperar não dói e vale a pena, e ele mostra isso através de sinais bem simples).

Espero que todos estejam bem, saudáveis e aproveitando esse período para exercer a gratidão e recarregar as baterias! 🙂